O número de eleitores com idade entre 16 e 17 anos é o menor dos últimos 29 anos em Minas Gerais. Em 2018, são 112.868 jovens nessa faixa etária contra 420.060, em 1989, uma queda de 307.192 eleitores, 73%. Os dados com o perfil do eleitorado foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, nesta quarta-feira (1º).

Ainda conforme a pesquisa, o número de eleitores no total cresceu pouco em relação ao último pleito. Este ano, são 15.700.966 eleitores mineiros aptos a votar. Em 2016, eram 15.692.484. 

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, isso ocorre por causa do cancelamento de cerca de 340 mil títulos de pessoas que não fizeram a biometria entre fevereiro de 2017 e fevereiro de 2018, nos municípios de Betim, Contagem, Uberaba e Uberlândia. Além disso, a Justiça Eleitoral mineira já observa ao longo dos últimos anos uma tendência de crescimento menor do eleitorado em anos de eleições gerais em relação aos anos de eleições municipais. 

Já o número de eleitores com mais de 70 anos aumentou: são 1.523.084 eleitores neste ano, contra cerca de 1,4 milhão em 2016. 

Com disso, Minas continua sendo o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo. Belo Horizonte lidera o ranking de eleitores, com 1.956.410 aptos a votar. Na sequência, aparecem as cidades de Uberlândia (465.767 eleitores) e Contagem (400.069). 

Quanto à biometria, 4.736.576 (30,17% do total) fizeram o cadastramento junto ao TRE-MG para as eleições deste ano. Mas o número de eleitores sem biometria é maior: 10.964.390 eleitores (69,83%).

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Eleitorado por gênero

O número de mulheres aptas a voltar é maior que o de homens tanto em Minas quanto em Belo Horizonte. No Estado, elas representam 51,9% do eleitorado (8.156.059). Já eles somam 48% (7.534.899). O percentual é o mesmo dos pleitos de 2014 e 2016. Os eleitores que não informaram o sexo representam 0,064% do eleitorado (10.008 eleitores). 

Já na capital, as eleitoras (1.062.196) representam 54,3% do público apto a votar. E eles (893.298), 45,7%. Os percentuais são os mesmos do eleitorado de 2016. 

Outro dados da pesquisa revela que, entre abril e maio deste ano, quando os eleitores puderam alterar o nome no cadastro eleitoral pelo nome social, 647 eleitores fizeram a alteração.

Segundo o TSE, as informações da pesquisa foram obtidas a partir dos dados do cadastro eleitoral.

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