A prefeitura de Belo Horizonte pretende construir 54 km de faixas exclusivas para ônibus na cidade nos próximos anos, priorizando as avenidas Amazonas, Afonso Pena e Nossa Senhora do Carmo (que já conta com trecho com o sistema).

A proposta é uma das medidas do plano de metas para os próximos três anos e meio da PBH, apresentado pela gestão Alexande Kalil (PHS) na manhã de hoje (27), em cumprimento à Lei Orgânica Municipal, com diretrizes para todas as áreas de governo.

De acordo com o presidente da BH-Trans, Célio Bouzada, a proposta é que os corredores sigam o modelo implementado nas avenidas Pedro II e Carlos Luz, onde ônibus trafegam pela direita com exclusividade e delimitações nas faixas e radares impedem a circulação de automóveis. 

Não haverá construção de pistas exclusivas e estações de embarque como no Move, embora Bouzada não descarte, a longo prazo, que o sistema hoje existente nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado cheguem à Amazonas, como chegou a ser proposto na gestão Marcio Lacerda (PSB). A questão, afirma, é priorizar intervenções a baixo custo, neste primeiro momento.

Corredores de grande fluxo em bairros, como a Avenida Portugal, na Pampulha, também deverão ser contemplados com as faixas preferenciais.

Não há no plano proposta de ampliação do metrô.

Um detalhamento mais sistemático das propostas da gestão Kalil será apresentado em setembro, quando a prefeitura envia à Câmara o Planejamento Plurianual, que, por lei, precisa conter as diretrizes para a execução de políticas públicas e do orçamento do município para os próximos quatro anos.

"Em setembro teremos um plano mais robusto e elaborado, com a lista completa do que a prefeitura pretende fazer", disse Kalil, na abertura da audiência de apresentação das metas, reforçando a pretensão de apresentar uma proposta forte de intervenções em vilas e favelas com o Planejamento Plurianual.