Após intensa insatisfação dos militares, o governador Fernando Pimentel (PT) informou nesta quinta-feira (25) que o contingenciamento referente ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais (IPSM) será suspenso.

O recuo ocorre dois dias após o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, anunciar cortes no valor de R$ 360 milhões na área de Segurança Pública, cuja maior parte seria sacrificada no instituto dos militares.

Apesar do chefe de Planejamento e Gestão do Estado garantir que o corte não afetaria nas pensões e na assistência médica dos militares, Pimentel cedeu à pressão dos responsáveis pela segurança do Estado.

"Determinei hoje (quinta-feira) com a Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão) que corrija o decreto de contingenciamento que foi editado de maneira a retirar aquele valor que seria cortado do orçamento do IPSM. Nós vamos retirar o corte de R$ 267 milhões de maneira que não haverá qualquer prejuízo para o IPSM, muito menos para a saúde e seguranças das famílias dos policiais e bombeiros militares", disse o petista, em comunicado divulgado em vídeo.

O recuo em apenas 48h após o anúncio dos contingenciamentos ocorre após uma reunião com os comandantes das forças de segurança do Estado. Uma mensagem do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, foi disseminada pelas redes sociais.

"Foi com muita surpresa e descontentamento que este comandante-geral recebeu a notícia de corte de aproximadamente R$ 360 milhões do IPSM", diz trecho do texto.

O episódio, além de causar desgaste político para o governo de Pimentel justamente em um momento que tenta contornar a insatisfação da base na Assembleia Legislativa, gerou intenso mal-estar para o Helvécio Magalhães, que teve um anúncio oficial reformulado em menos de dois dias.

Ao todo, a série de cortes anunciadas pela administração estadual pretende economizar R$ 2 bilhões.