A Campanha Libertas, projeto realizado por um coletivo de jornalistas para dar visibilidade a candidatas mulheres das eleições deste ano, conseguiu arrecadar o valor mínimo para que a iniciativa pudesse ser colocada em prática. A meta de R$ 12 mil da campanha de financiamento coletivo realizada pelo site Catarse foi batida nesta quinta-feira (9). Com o dinheiro arrecadado, a plataforma poderá estrear no dia 20 de agosto. ​

Mesmo assim, quem deseja ajudar o projeto ainda pode fazer a sua contribuição, pois a campanha só se encerra no domingo (12). Entre as recompensas, estão a participação no Conselho Editorial da iniciativa e um ensaio fotográfico. “Continuamos precisando das doações, pois a meta era referente ao valor mínimo que precisávamos para não ter que pagar para trabalhar”, explica a jornalista Joana Suarez, uma das integrantes do coletivo. Veja o agradecimento da equipe: 

A Campanha Libertas - Por mais mulheres na política foi criada por um grupo de 20 jornalistas engajadas de Minas Gerais que perceberam a importância de lutar por uma maior presença feminina nas esferas de poder para que as pautas feministas ganhem força. A proposta do grupo foi desenvolver uma plataforma para produzir conteúdo jornalístico que priorize as candidaturas femininas.

A intenção é que o site contemple não apenas reportagens especiais (no mínimo sete, publicadas até o início das eleições), mas também uma fiscalização do uso do fundo partidário e do tempo dado às candidatas no programa eleitoral gratuito e rodas de conversa com candidatas – estima-se que sejam 500 em todo Estado, por causa da lei que obriga todos os partidos a dedicarem 30% das candidaturas às mulheres.

Um dos diferenciais do site será um mapa interativo, com dados sobre todas as candidatas do Estado. “A ideia é que haja ali um filtro de busca por regiões e partidos, além de um espaço aberto para que as candidatas possam divulgar suas propostas”, conta Joana, lembrando que a intenção do projeto é dar visibilidade a todas candidatas, independentemente de ideologia ou partido.

“Nós percebemos que não adianta ir para a rua lutar pelos direitos das mulheres, se não tivermos uma maior representatividade na política, especialmente no Legislativo”, explica a jornalista. Na Câmara dos Deputados, o percentual de participação é de apenas 10,5%, sendo 54 de 513 parlamentares. No Senado, são 13 mulheres entre 81 senadores. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, temos apenas 6 mulheres entre os 77 deputados estaduais.