Policiais militares do Batalhão de Choque usaram a Igreja São José, ao lado da Assembleia Legislativa, para lançarem bombas de gás contra manifestantes que estavam reunidos em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os PMs se posicionaram no segundo andar do prédio histórico, que teve origem numa ermida de 1608. "Nunca presenciei agressão como a que vi. Eles chegaram a usar a Igreja como esconderijo para surpreender as pessoas que ali estavam para reivindicar seus direitos e dignidade", disse uma servidora, que não quis se identificar. Segundo ela, os manifestantes corriam sem direção, sem saber de que lado partiam os disparos.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro informou que vai apurar o fato. Em nota, defendeu que "soluções sejam buscadas através do diálogo e do esforço de todos, em vista da justiça e da paz." Em nota, a Polícia Militar informou que "foi necessário que policiais do Batalhão de Choque entrassem na Igreja São José para coibir a ação de manifestantes violentos no interior e no entorno da Igreja". De acordo com a PM, do segundo andar do prédio, os policiais tiveram "a visualização da manifestação". Segundo a PM, o confronto ocorreu depois de "discurso inflamado" de uma das lideranças. "Manifestantes investiram contra as grades de proteção da Alerj, com lançamento de bombas de fabricação caseira, rojões e morteiros. Essa ação feriu doze policiais militares em serviço", diz o texto. Os confrontos perderem força na última hora, mas ainda há polícia na rua e vias como a Rio Branco, Primeiro de Março e Rua da Assembleia continuam interditadas.