A Andrade Gutierrez negou que haja qualquer irregularidade no contrato de construção do Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD) e de modernização e ampliação do Centro de Pesquisa da Petrobrás, o Cenpes, como denunciou nesta terça o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Em nota oficial, a construtora afirmou que "todos os contratos da empresa com a Petrobras foram realizados dentro dos processos legais de contratação".

A Andrade Gutierrez é a única das grandes construtoras que não teve executivo preso ou escritório vasculhado pela Polícia Federal, na operação "Lava Jato", que investiga supostos casos de corrupção na Petrobrás.

Assim como a construtora, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, também citado na ação, negou qualquer irregularidade e alegou que "todos os contratos da diretoria de Serviços passaram pela aprovação do departamento jurídico da Petrobrás e seguiram os trâmites processuais adotados pela companhia". Mais uma vez, Duque disse estar à disposição de todos os órgãos envolvidos nas investigações da petroleira.

Também mencionado na ação, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não irá se pronunciar sobre a denúncia do MPRJ, porque ainda não foi notificado oficialmente da ação.

Posição semelhante teve a Petrobrás, que, em comunicado, afirmou que "ainda não foi notificada da ação, por isso não vai se pronunciar". Os demais citados na ação não foram encontrados pela equipe de reportagem para se posicionarem diante das denúncias do MPRJ. Ao todo, foram denunciados oito funcionários da Petrobrás. Além de Gabrielli e Duque, também Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços e Engenharia, que aceitou devolver recursos desviados da empresa.