O empresário Mário Góes, suposto operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras, chorou diante do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira, 17. A defesa de Góes disse a Moro que o cliente, preso desde fevereiro deste ano, não tinha condições psicológicas de ser interrogado.

"Eu estou abalado, realmente. Meu filho teve problemas de saúde", afirmou com a voz embargada.

O filho de Mario Góes, Lucélio Góes, informou à Justiça que foi internado durante a semana. Lucélio Góes prestaria depoimento à Justiça Federal no Paraná, base da Lava Jato, mas não compareceu. Nos autos, sua defesa anexou atestados médicos que indicam a internação.

"A defesa entende que o interrogatório do acusado neste momento traz a ele e sua defesa intransponível prejuízo. Na medida em que ele é referido em fato e circunstâncias narradas na denúncia com outros corréus que estão em processos desmembrados. Portanto, ele ser interrogado neste momento é extremamente prejudicial", afirmou um dos advogados de Mário Góes.

"De outro lado, conforme antecipado a este juízo, o acusado não tem a menor condição psicológica de ser interrogado nesta data."

A defesa pediu, então, que o interrogatório de Mário Góes fosse remarcado, o que foi indeferido pelo juiz Sérgio Moro.

"Não tem a menor condição emocional e psicológica de ser interrogado nesta data", disse o advogado.