Cinco deputados federais mineiros estão na mira da Procuradoria Geral da República (PGR). Os parlamentares são investigados por apresentarem supostas “notas frias” a título de verba indeni-zatória quando estavam na Assembleia Legislativa de Minas.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, notificou em agosto deste ano os deputados Domingos Sávio (PSDB), Dimas Fabiano (PP), Walter Tosta (PSD), Padre João (PT) e o novo secretário de Estado de Esportes e Lazer, Eros Biondini (PTB) que toma posse amanhã.

Em junho desse ano, o Ministério Público Federal representou contra os cinco deputados. A investigação teve início na Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, mas os autos foram remetidos à Brasília, pois as partes têm foro privilegiado.


Entre amigos

De acordo com documentos obtidos pelo Hoje em Dia, Eros Biondini apresentou notas em um total de R$69,2 mil para a gráfica Gold, cujo dono seria amigo do deputado.

Biondini também é investigado por ter apresentado notas em um total de R$16,5 mil da Máxima, uma gráfica que funciona em uma garagem na Região Metropolitana.


Imposto de carro

Já o tucano Domingos Sávio é investigado por ter usado a verba indenizatória para quitar a taxa de licenciamento, o IPVA e o DPVAT de dois carros: um Tucson 2008 e um Kia Sorento de 2009. Ele teria apresentado R$4,9 mil em notas para justificar os gastos.

Dimas Fabiano, outro deputado notificado pela PGR, apresentou um total de R$32,1 mil em notas de um empresário do ramo editorial.

Sobre a emissão de notas seriadas entregues a Dimas, o empresário Washington Marques de Oliveira alegou, em depoimento à Justiça Especializada, que cada nota deveria constar todo o serviço prestado e que “em razão da grande quantidade de informações, às vezes, não era possível colocar em uma nota única”.


Conselheiro

Roberto Gurgel também encaminhou os autos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que analise a investigação iniciada pela procuradoria mineira contra o recém empossado conselheiro do Tribunal de Contas de Minas, Mauri Torres (PSDB).

Os gastos de Padre João e Walter Tosta não foram objeto de análise da procuradoria, segundo os documentos obtidos pelo Hoje em Dia.