O Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou o prazo para a conclusão da apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal sobre se Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, participou de esquema de corrupção em Furnas. O ministro Gilmar Mendes, em despacho na segunda-feira (21), ainda ponderou que "houve atraso no desenvolvimento das investigações" e cobrou que os órgãos investigadores estejam atentos ao novo prazo determinado. 

Mendes lembrou que no dia 11 de julho foram despachados os autos para a Corregedoria-Geral da Polícia Federal para "inquirição de três testemunhas, interrogatórios do investigado, além de requisição e juntada de documentação constante dos autos de outras investigações (fls. 27-28)". 

Em nota, a assessoria de Aécio afirmou que "a prorrogação do prazo para procedimentos de investigação solicitada pela PGR ao STF é medida de rotina presente em inúmeros inquéritos e não significa fato novo". A ampliação da investigação havia sido requisitada na quarta-feira passada pelo procurador-geral da República, que solicitou a remessa dos autos à Polícia Federal "para a continuidade das diligências listadas".

Na ocasião, Janot também pediu que o relator Gilmar Mendes juntasse o depoimento do delator Fernando Moura aos autos do inquérito. O inquérito contra Aécio foi instaurado em maio por determinação do STF "para investigação de fatos aparentemente criminosos envolvendo parlamentar federal com Furnas". O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes. Caberá a ele aceitar ou não o pedido da PGR.