A operação Catilinárias da Polícia Federal faz operações de busca e apreensão nas residências do deputado Áureo Lídio (SD-RJ), do prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier (PMDB-RJ) e do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto - aliado do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) exonerado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.

Também são alvos da ação iniciada nesta terça-feira (15) Aldo Guedes, ex-sócio do ex-governador Eduardo Campos, Lúcio Bolonha Funaro, delator do mensalão, e Altair Alves Pinto, que, segundo investigações, seria emissário de propinas de Cunha.

As residências de Cunha em Brasília e no Rio e as casas dos ministros Henrique Eduardo Alves (Turismo), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e do senador Edison Lobão (PMDB-MA) também forma alvos da operação da PF.

Ministro Celso Pansera diz em nota que abre mão de sigilo bancário e fiscal

Um dos alvos da operação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Federal em mais um desdobramento da Lava Jato, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, divulgou nota nesta terça-feira (15), dizendo que "abre mão espontaneamente" de seus sigilos bancário e fiscal.

Pansera ocupou no Ministério uma das vagas que coube ao PMDB no governo Dilma Rousseff. Na nota, divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, ele manifesta "pleno interesse no esclarecimento dos fatos sob investigação". "Pansera está certo de que o andamento das investigações estabelecerá a verdade", diz a nota.