BRASÍLIA - Seis meses depois de fugir da Bolívia para o Brasil, o ex-senador Roger Pinto Molina foi à Polícia Federal nesta segunda-feira (24) renovar seu pedido de refúgio provisório. 
 
O procedimento durou menos de 15 minutos e, ao sair da delegacia, Molina não continha o sorriso com o adesivo estendendo por mais 180 dias sua estada no Brasil. 
 
Enquanto o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) analisa o processo de Molina, ele pode renovar o pedido provisório a cada seis meses. 
 
O ex-senador confidenciou que, apesar de não haver prazo para o Brasil autorizar a permanência dele em definitivo, sua situação já esteve "muito pior". 
 
Hoje ele vive num apartamento em Brasília, emprestado pelo senador Sergio Petecão (PSD-AC). 
 
Molina, que afirma ser perseguido político, chegou ao Brasil no final de agosto do ano passado, depois de passar mais de 15 meses na embaixada brasileira na Bolívia. 
 
Mesmo sem um salvo-conduto do governo boliviano, o senador atravessou a fronteira com ajuda de funcionários da embaixada. Molina saiu de carro de La Paz e seguiu até Corumbá (MS). O percurso de mais de 20 horas foi feito por um carro da embaixada brasileira. A autorização pelo chefe de chancelaria, ministro Eduardo Saboia, que responde a uma investigação interna no Itamaraty por sua atuação no caso. 
 
O episódio levou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a pedir demissão do cargo. 
 
Na Bolívia, Roger Pinto Molina é um dos principais opositores ao governo do presidente Evo Morales.