Servidores do Estado receberão nesta quinta-feira (8) o salário de dezembro, de acordo com a Secretaria de Planejamento e Gestão. Por meio de nota, o governo estadual confirmou o pagamento da folha no 5º dia útil, como vem acontecendo nos últimos anos.

Também na última terça-feira (6), o bloco de oposição ao governador Fernando Pimentel (PT), formado por parlamentares do PSDB, PP, DEM e PSD, anunciou a possibilidade de acionar judicialmente o governo estadual. Eles questionam as declarações de aliados do governador, feitas na semana passada, de que não há dinheiro em caixa para pagar o funcionalismo público.

Os deputados do PSDB Luiz Humberto, João Leite, Lafayette Andrada e Gustavo Valadares, além de Duarte Bechir (PSD), Gustavo Corrêa (DEM) e Gil Pereira (PP) reapresentaram a nota divulgada pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) alegando que foram deixados em caixa cerca de R$ 3,9 bilhões no dia 31 de dezembro do ano passado.

De acordo com a nota, os R$ 3,9 bilhões alocados no último dia do ano passado estão distribuídos em bancos, fundos de investimento, contas únicas e títulos do BDMG.

Desde o dia 1º de janeiro, como já publicado pelo Hoje em Dia, no Portal da Transparência do governo estadual consta um déficit de R$ 1,5 bilhão, diferença entre arrecadação e despesas. Foram arrecadados R$ 70 bilhões em 2014 e gastos R$ 71,5 bilhões.

Antes de deixar a administração, os secretários da área fazendária informaram que o Executivo esperava a liberação de empréstimo de R$ 1,76 bilhão com o Banco do Brasil.

De acordo com o ex-líder de governo Luiz Humberto, o novo secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, está falando “inverdades”. “É tanta mentira que a gente fica preocupado”, disse.

Para o bloco de oposição, as acusações podem render ação judicial. “Essa interpelação seria para exigir que ele, o governador, ou os secretários, comprovem que não tinha dinheiro nas contas do governo no dia 31 de dezembro”, acrescentou o deputado Gustavo Corrêa (DEM).

REFORMA

No que depender do bloco de oposição, a análise do projeto de lei que cria quatro secretarias – Direitos Humanos e Cidadania; Recursos Humanos; Esportes; e Desenvolvimento Agrário – e rebaixa a Ouvidoria Geral pode se arrastar por todo o mandato.

Desde a última terça-feira (6), os deputados oposicionistas têm se articulado para evitar quórum no plenário. Eles alegam que o tempo mínimo de tramitação de um projeto, mesmo em regime de urgência, é de 40 dias e que em fevereiro haverá nova composição das comissões da ALMG.

Não estão descartas as convocações de audiências públicas pelo PSDB para ampliar a discussão da reforma com a sociedade e protelar a aprovação.

“Se não há acordo, não adianta virem 50, 70 deputados, que não vota nada”, disse Lafayette Andrada (PSDB).

“Estamos conversando agora sobre o tamanho da oposição que teremos. Estamos em tempo de decantação até fevereiro”, completou Gustavo Valadares (PSDB).