Os empreendedores que precisaram emitir notas fiscais do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) entre a última sexta-feira e a última segunda-feira (9) tiveram dificuldades no portal da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O sistema esteve em manutenção durante o fim de semana e deveria ter voltado a funcionar ao meio-dia da última segunda-feira (9), mas isso não ocorreu. Segundo contadores consultados pelo Hoje em Dia, sempre há dificuldades em conseguir o documento, e o sistema é lento e dificultoso.

O portal da PBH informa que todas as pessoas jurídicas estabelecidas na capital devem utilizar o sistema digital para emitir a nota fiscal de serviços municipais.

De acordo com o contador Alisson Silva, 30 anos, que trabalha no ramo há 12 anos, a dificuldade é recorrente. Funcionário do escritório de contabilidade Revisa Consult, Alisson afirma que emite notas para mais de 100 empresas e recorrentemente tem dor de cabeça quando precisa usar o sistema da PBH.

“Hoje (ontem) precisei fazer uma consulta à tarde e não consegui. É sempre muito lento o sistema e sempre há manutenção sem aviso prévio”, reclama.

Na última segunda-feira (9) havia um aviso na página do BHISS Digital informando sobre a manutenção.

De acordo com Silva, o prejuízo não está descartado. “Há clientes que precisam emitir as notas com urgência e chegam a correr o risco de perder o contrato com o atraso na emissão da nota. No mínimo cria um mal estar”, ressalta.

Prejuízo para a PBH

Já o técnico em contabilidade Ronaldo Rosa, 44 anos, do Escritório Contábil Fonseca Ltda, ressalta que quem perde também é a própria prefeitura. “Quanto mais tempo demora para emitir a nota, mais demora para o imposto ser recolhido pela prefeitura. Além disso, se não emitir a nota, as pessoas não recebem”, argumenta.

Para Rosa, o portal da PBH do BHISS Digital é lento porque não suporta a quantidade de pedidos feitos diariamente. Só em seu escritório, a cada mês são solicitadas notas para mais de 100 empresas clientes.

Em seu portal , o BHISS Digital informa que um dos objetivos é “aumentar da competitividade das empresas brasileiras pela racionalização das obrigações acessórias (redução do “Custo-Brasil”) e estimulo aos negócios eletrônicos”. A PBH foi procurada pela reportagem do Hoje em Dia, mas não retorno até o fechamento desta edição.