A primeira startup com parceria técnico-científica da Fundação Ezequiel Dias (Funed) está entre as cem mais atrativas do Brasil. O ranking orienta investidores, aceleradoras e programas que buscam as empresas mais promissoras do país.

Criadora de um kit de exame molecular que auxilia os médicos na escolha do tratamento para pacientes com câncer de ovário, a OncoTag foi selecionada entre 1,3 mil inscritos, avaliados por uma revista de circulação nacional.

“A Funed incentiva a inovação por entender que precisamos estar conectados com a tendência de promover a economia nas mais diversas áreas, inclusive na saúde, gerando produtos inovadores que possam trazer recursos para o Estado”, explica a coordenadora do Serviço de Biologia Celular da Funed, Luciana Maria Silva.

A OncoTag nasceu de estudos sobre oncologia de precisão, na linha de pesquisas sobre o câncer ginecológico desde 2008. Os trabalhos são compartilhados com a pesquisadora Letícia Braga .

Além de profissionais da Funed, a startup conta com pesquisadores da UFMG e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

“Com resultados positivos no Programa de Incentivo à Inovação (PII), ainda em 2008 fomos encorajadas a montar a OncoTag, que, a partir do registro, teve a possibilidade de receber recursos para que o projeto se tornasse realidade”, conta Letícia.

A OncoTag já foi premiada com o InovAtiva Brasil, programa de aceleração do governo federal, e obteve o segundo lugar no prêmio Fleury de Inovação 

Meta

A proposta da empresa é alcançar 17% das cerca de 6 mil pacientes com câncer de ovário que adoecem no Brasil. A ideia é realizar mil exames por ano para ajudar a salvar vidas e tornar a OncoTag viável.

Segundo Letícia, a principal estratégia é colocar o kit dentro dos laboratórios de medicina diagnóstica, tendo médicos como influenciadores. “Com isso, aumentar o acesso ao tratamento de precisão”.

Mais uma iniciativa

Além da OncoTag, a Funed está desenvolvendo a CELLtype. Ainda no início das atividades, a startup já foi premiada em terceiro lugar no programa de aceleração Biostartublab, da Biominas, em 2018. A empresa é conduzida pela doutoranda em genética Aline Brito. 

O Seed já recebeu 5.408 inscrições de interessados em participar do programa de aceleração; os candidatos são do Brasil e de outras 25 nacionalidades

Empreendimentos acelerados geram mais de 300 empregos

Exatas 152 empresas brasileiras e estrangeiras já participaram do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (Seed), programa de aceleração desenvolvido pelo governo estadual. 

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), o projeto já promoveu quatro rodadas de aceleração. Nas duas últimas, cerca de R$ 11 milhões foram investidos. As empresas aceleradas geraram 300 empregos diretos em Minas e captaram cerca de R$ 22 milhões em investimentos. O coworking do programa recebeu, só em 2017, 9 mil visitantes.

O 5º edital do Seed está em andamento.

“A formação empreendedora e as atividades de difusão impactam a curto, médio e longo prazos a formação de uma mentalidade de negócios inovadores e o desenvolvimento social e econômico do nosso Estado”, comenta um dos coordenadores do programa, Bruno Scolari.