Não há dúvidas de que a atual geração do Cruze Sport6, assim como o sedã, promoveu um imenso salto qualitativo ao modelo. O hatch médio é uma das melhores opções do segmento (que não tem muitos representantes, verdade seja dita), ao lado do Volkswagen Golf. 

O Cruze, assim como o VW, alia uma cesta de equipamentos impecável (na versão topo de linha LTZ) e eficiência de um motor turbo compacto que lhe confere um nível de consumo que é ficção para o beberrão Ford Focus, nas versões equipadas com unidade 2.0. 

Eficiência que só se consegue ver no franco-argentino Peugeot 308. No entanto, o hatch do Leão vive em agonia devido ao peso da idade e à baixa procura no mercado brasileiro, mesmo que seu preço seja imbatível e o motor THP 1.6 seja um dos melhores propulsores da atualidade.

No entanto, o Cruze Sport6 LTZ não é barato. Na verdade, é caríssimo. Ele parte de R$ 107.990 e chega a R$ 118 mil, se o consumidor optar pela cesta de opcionais de R$ 8.500, que inclui alerta de colisão frontal (ele não freia sozinho, só avisa que vai bater), assistente eletrônico de estacionamento (Park Assist), regulagem elétrica dos bancos, carregador de bateria por indução magnética (sem fio) e pintura especial.

Mas mesmo salgado como a batata frita do “palhaço”, o Cruze ainda é o líder do segmento com quase 7 mil unidades emplacadas de janeiro a novembro. Já pensou se fosse barato?

Raio-x Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.4

O que é?
Hatch médio, quatro portas e cinco lugares.

Onde é feito?
Fabricado na unidade da General Motors, em Rosário (Argentina).

Quanto custa?
Entrada - R$ 107.990 
Testado - R$ 116.490

Com quem concorre?
Os concorrentes do Cruze Sport6, na versão LTZ, são Ford Focus Titanium Plus 2.0 Aut. (R$ 109.190), Peugeot 308 Griffe 1.6 THP Aut. (R$ 84.990) e Volkswagen Golf Highline 1.4 TSI Aut. (R$ 109.730).

No dia a dia
O Cruze Sport6 é um automóvel para quem busca espaço interno, mas não faz questão de um porta-malas (290 litros) destacado e nem do conservadorismo de um sedã. O hatch tem um pacote de conteúdo invejável, com direito a central multimídia com conexão para smartphone e navegador GPS, dentre outras firulas. Ele ainda conta com assistente remoto OnStar, detector de faixa de rodagem ativo (que mantém a direção dentro da faixa) e alerta de colisão.

acabamento também é um ponto positivo. A melhora em relação à geração anterior é nítida. Apliques em couro no painel valorizaram o Cruze e o deixaram mais sofisticado.

O senão fica por conta do ar-condicionado que não tem regulagem de temperatura em duas zonas. Mas não desabona o conjunto da obra.

Motor e transmissão
A inclusão do motor 1.4 turbo de 153 cv e 24,9 mkgf foi tão expressiva quanto ocorreu no Honda Civic. A unidade oferece força em qualquer regime e o setup da central eletrônica sempre busca a forma mais eficiente de condução, tanto que não há aquele maroto botão “S” para quem busca um comportamento mais agressivo.

Como bebe?
Abastecido com gasolina, a unidade testada registrou média de 13,9 km/l no combinado entre trajeto urbano e rodoviário.

Suspensão e freios
Um dos poucos pecados do Cruze é a ausência de um conjunto de suspensão independente nas quatro rodas, o que o tornaria bem mais estável nas curvas. Mesmo assim o conjunto tem acerto voltado para o conforto e não para a performance, absorvendo bem as irregularidades do piso. Os freios contam com discos nas quatro rodas, assistente de partida em rampa “Hill Hold”, além do auxílio dos controles de tração e estabilidade (ESP).

Pontos positivos
Consumo
Desempenho
Acabamento

Pontos negativos
Preço
Não há opção de ar-condicionado de duas zonas