A primeira usina fotovoltaica do Brasil foi inaugurada, nesta terça-feira (15), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A ideia é que ela, ao reutilizar baterias e inversores fotovoltaicos já existentes, gere economia financeira.

A iniciativa é do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com investimento de R$ 22,7 milhões, sendo R$ 17,5 milhões da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da R$ 5,2 milhões pela Alsol Energias Renováveis (Grupo Algar), empresa parceira do projeto.  

As duas empresas farão um estudo da aplicação de sistemas de armazenamento em combinação com geração distribuída, com implantação de uma planta fotovoltaica de 300 kWp (kilo Watt-pico) e um sistema de armazenamento de 1 MW. Além disso, serão instalados sete protótipos de sistemas de armazenamento, sendo alguns deles na Universidade Federal da Paraíba e no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, também parceiras no projeto.

O governador Fernando Pimentel participou da inauguração. “Nós começamos a achar um caminho de superação e, mais do que isso, de melhoria da qualidade de energia que vai ser fornecida. Com a bateria, consegue-se controlar a energia que vai para a rede e manter a estabilidade, que é fundamental não só para o consumo, mas é fundamental para as baterias também”, explicou.

Outra finalidade do projeto é o desenvolvimento de um novo modelo de negócio de compensação energética, a partir de plantas híbridas que combinem geração fotovoltaica e sistemas de armazenamentos, em unidades consumidoras garantindo, ao mesmo tempo, qualidade de energia em pontos críticos da rede. 

O presidente da Alsol, Gustavo Malagoli, destacou que os equipamentos desenvolvidos pela empresa e pela Cemig vão permitir que a energia armazenada consiga “suprir a energia no momento de mais demanda no país”. “Esse é um projeto pioneiro, de grande magnitude, e que vai gerar dezenas de empregos qualificados”, disse.

Há também a redução de perdas em alimentadores e transformadores durante o horário de ponta, o impacto direto nos índices de disponibilidade e de qualidade de energia trazendo retorno em curto, médio e longo prazos.

* Fonte: Agência Minas

Leia mais:
Energia renovável emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo