A tecnologia para receber pagamentos móveis está ganhando espaço entre microempreendedores e profissionais liberais de Belo Horizonte. Os leitores de cartão de crédito e débito operados com auxílio dos smartphones já são utilizados por comerciantes e prestadores de serviços de diversos segmentos.
 
Uma das soluções em expansão é a máquina de cartões da Payleven, que em 2014 cresceu 104% na capital. Por não cobrar taxas de aluguel e nem exigir faturamento mínimo dos empreendedores, a alternativa se tornou atraente para pequenos salões de beleza, armarinhos, oficinas mecânicas e até lojas de peças para carros.
Outro atrativo é a não exigência de apresentação de histórico bancário e Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Os custos para o usuário são de aquisição do aparelho e das taxas de 2,6% para vendas no débito e 4,6% no crédito à vista. 
 
A diretora geral da Payleven, Adriana Barbosa, explica que a desburocratização para o recebimento dos cartões de crédito e débito é o maior motivo para o crescimento da marca. “Com as operadoras tradicionais a pessoa recebe em 30 dias e paga taxas entre R$ 80,00 e R$ 100,00 independente de seu faturamento. Com o Payleven o pagamento é feito em dois dias úteis e não há taxas quando o cliente adquire o aparelho”, explica.
 
Em Belo Horizonte, a procura pelas máquinas tem aumentado. O representante comercial da Payleven, Neuber Médici, conta que, ao comparar as condições de uso da máquina com as outras operadoras, a maioria dos clientes opta por experimentar o produto. “Estou atendendo clientes em regiões como o Morro do Papagaio, por exemplo. São pessoas que nunca tiveram essa opção e agora têm oportunidade de potencializar seus negócios”, comenta. 
 
Demanda
 
As transações comerciais por meio de cartões também cresceram em 2014. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) apontam que no terceiro trimestre do ano, os pagamentos na modalidade crédito aumentaram 6,4% e no débito cresceram 3,2%.
 
O cenário é mais um incentivo para que pequenos negócios busquem oferecer a opção de pagamento com cartões. É o caso da cabeleireira Luciana Aparecida dos Reis, que já recebe 80% dos serviços que presta por meio do crédito.
 “A maioria das clientes do salão faz pagamento com cartão. É bom pra elas e para mim. Tendo internet, posso levar a máquina para qualquer lugar e receber o pagamento também nos atendimentos em domicílio”, comenta Luciana. 
 
O empresário Igor de Castro, proprietário da Pietro Motos, relata que a possibilidade de receber pagamentos com cartão impulsionou em mais de 50% o faturamento da loja. Oferecendo o pagamento digital há seis meses, ele afirma que deixou de perder muitas vendas.“No último mês, minhas vendas por cartão foram de aproximadamente R$ 2.100,00. Já vendi peças em locais distantes, para veículos que tiveram problemas mecânicos em estradas desertas, sempre utilizando a máquina de cartões”, diz