Lá se vão quase 60 anos desde que a Aston Martin deixou a Fórmula 1. O retorno oficial aconteceu no último fim de semana no GP da Austrália, que abriu a temporada 2018 e com um bom quarto lugar, conquistado pelo australiano Daniel Ricciardo. A Aston Martin se juntou à Red Bull Racing e, para celebrar, levou para o Salão de Genebra o Valkyrie AMR Pro 2020. Uma espécie de previsão do supercarro de amanhã.

A marca inglesa, assim como Mercedes e demais fabricantes, busca um carro de corridas de alta eficiência. Mas não se trata apenas de motores potentes e estruturas leves. É necessária uma aerodinâmica perfeita. Com o Valkyrie AMR Pro 2020 a marca busca atingir o nirvana em performance, junto com a escuderia Red Bull.

Super Trunfo
Trata-se de um bólido que, à primeira vista, agrega elementos dos monopostos de Fórmula 1, assim como dos protótipos das categorias de Endurance. Dizer que ele é um F1 com portas não seria exagero.

A fabricante não divulgou tudo o que há debaixo da carroceria que parece ter sido esculpida no túnel de vento. Mas é possível ver que nele há um conjunto de suspensão com braços sobrepostos e amortecedores horizontais (Push Rod ou Pull Rod) como nos carros da F1.

Já o motor nem de longe é oriundo da atual Fórmula 1 e nem da categoria LMP1 do Mundial de Endurance (WEC). Aí temos um legítimo coração Aston Martin, um V12 6.5 litros recalibrado para gerar assustadores 1.115 cv. 

Trata-se de potência suficiente para se obter relação peso/potência na ordem de 1:1. Ou seja, um cavalo-vapor para cada quilo do Valkyrie AMR Pro. A Aston Martin não explica como chegou a toda essa potência. 

No entanto, as rodas fechadas sugerem que nelas há um sistema de regeneração de energia cinética (Kers), como utilizado na Fórmula 1, o que indica que junto do V12 há uma unidade elétrica. A tração é traseira, como as fotos indicam, uma vez que não há um eixo de tração nas rodas dianteiras. Já a transmissão ainda é mistério.

Carroceria
O Valkyrie AMR Pro 2020 é um carro desenhado para obter o máximo de tração e aceleração lateral. Basta notar que o carro tem um bico suspenso e com asas dianteiras como nos F1 e um grande aerofólio na traseira, grandes extratores e aletas entre o para-lamas dianteiro, para otimizar o fluxo de ar e resfriamento dos freios. 

Como afirma a própria Aston Martin, a velocidade máxima é de modestos 360 km/h. Pode parecer pouco, quando se compara a modelos como Bugatti Chiron ou Koenigsegg Agera RS, que vão além dos 400 km/h. Mas a marca garante que a aerodinâmica permite entrar e sair de curvas em velocidades muito elevadas, o que faria dele um devorador de circuitos travados. Alguém duvida?