A despeito da crise, os vereadores de Belo Horizonte terão um reforço de R$ 1.400 no contracheque. Em votação na tarde desta quarta-feira (14), eles aprovaram um reajuste de 9,3% nos próprios salários, que a partir do próximo ano já passam a ser de R$ 16.435,88. O projeto, de autoria do presidente afastado da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), foi aprovado por 25 votos a sete. Outros oito parlamentares não votaram ou estavam ausentes.

A justificativa para o aumento, descrita no PL 2054, de 2016, diz que “o projeto fixando o subsídio dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais para a próxima legislatura, dentro do espírito de cooperação nacional para com o momento que o país vive, contempla apenas a revisão financeira, conforme a inflação, adotando para tanto o mesmo índice que a União incluiu na Proposta de Emenda Constitucional n° 241/2016, que limita os gastos públicos.”

Votaram contra o texto apenas os vereadores Adriano Ventura (PT), Arnaldo Godoy (PT), Doutor Sandro (PMDB), Juninho Paim (PT), Pedro Patrus (PT), Sergio Fernando (PV) e Vilmo Gomes (PSB).

Segundo Ventura, que não conseguiu a reeleição, o reajuste dos salários foi um erro. “Estamos no meio de uma grave crise financeira e política, com o presidente que assumiu cortando até reajuste do salário mínimo. O momento é totalmente inoportuno e não compensa o desgaste com a população”, disse ele, que já considera o montante de R$ 15 mil, atualmente em vigor, uma boa quantia.

Leia mais:
Congelamento dos gastos vai anular o ganho real do salário mínimo e reduzir investimento
Mesmo afastado da presidência da Câmara de BH, Wellington Magalhães recebe benefícios e salário
Ex-presidente da Câmara de BH fica calado durante depoimento ao MPE