ITAJAÍ (SC) – A Volvo encontrou o caminho da felicidade ao lado dos chineses da Geely. Prova disso é que a marca tem renovado sua gama e focado não apenas na segurança, mas também na sofisticação para ganhar terreno num segmento dominado por Audi, BMW e Mercedes-Benz.

Acontece que o banho de loja elevou demais o tíquete tanto do XC90, quanto do XC60, e cabe ao XC40 ser o novo jipinho de volume da marca, em âmbito global. Por aqui, a estratégia é a mesma: deverá repetir o êxito que a primeira geração do XC60 teve por aqui.

Para o presidente da Volvo, Luis Resende, a expectativa sobre o modelo é alta. “Prevemos que ele seja responsável por 50% do nosso volume, num ano cheio (janeiro a dezembro), mas para este ano, em que nossa expectativa é saltar de 3,5 mil para 6,5 mil unidades, queremos vender pelo menos 2 mil unidades do XC40. Até agora já foram mil”, garante.

Maré boa
O otimismo da Volvo segue a tendência do mercado de importados que tem se encorpado desde a virada do ano, com o fim do Inovar Auto e também com aquecimento da economia. Sem o risco de pagar sobretaxa de 30 pontos percentuais e com o consumidor mais abastado mais confiante em torrar seus dobrões, os suecos engrossam a lista de jipinhos de luxo no mercado.

O XC40 é oferecido em três versões: T4 2.0 de 190 cv e tração dianteira ao custo de R$ 169.950 (que chega em julho). Em seguida vem a Momentum, com motor T5 2.0 de 252 cv e preço sugerido de R$ 194.950 e por fim a R-Design, com o mesmo T5 2.0 de 252 cv, por R$ 214.950. Na T5 a tração é integral e caixa de oito marchas para todas as versões.

Para cativar o consumidor, o XC40 chega ao mercado recheado de conteúdos que existem nos irmãos mais sofisticados, como controle adaptativo de cruzeiro (ACC), sistema City Safety que previne colisões e atropelamento, Pilot Assist, que é o sistema de condução semiautôno-ma, conjunto de áudio Harman Kardon (com direito a subwoofer ventilado, que literalmente sopra as frequências de grave para dentro do ambiente), quadro de instrumentos digital, multimídia com tela dotada de sensores infravermelho capazes de perceber o toque, mesmo se o motorista estiver com luvas (lembre-se de que é um carro que nasceu perto do Círculo Polar Ártico), dentre outras firulas. 

Ao volante, o motor T5 turbo 2.0 de 252 cv e 35 mkgf mostra que não falta fôlego ao “viking” caçula e que caixa de oito velocidades faz tudo ficar mais fácil, assim como a parafernália eletrônica que monitora tudo que o motorista faz, até quando passa alguns instantes sem reações, como se estivesse sonolento.

Novas versões
Construído sobre a plataforma modular CMA, o XC40 está capacitado para ganhar versões elétricas.

“A eletrificação é uma meta da Volvo e em algum momento o XC40 terá esse tipo de motorização. E quando for lançado, vamos oferecê-los por aqui”, afirma Resende. 

Num futuro mais próximo e factível, a marca estuda importar uma versão mais acessível equipada com motor T3 três cilindros 1.5 de 156 cv e 27 mkgf de torque. Sua chegada dependerá de fatores como estabilidade da economia, aceitação e até mesmo quais serão as regras do programa Rota 2030, que podem incluir novas imposições, como o Inovar Auto.