
Conhecido mais pela raça do que pela técnica, Obina está acostumado com o amor e as cobranças. Mas não só na relação com a torcida. É assim também em casa, quando abusa do videogame e cai na marcação pesada da esposa. Com a simpatia de sempre, o atacante do América falou ao Hoje em Dia sobre o momento do Coelho na Série B e a vida em Belo Horizonte.
Artilheiro por onde passou, como você encara ser o grande nome do América hoje?
A gente acaba carregando essa responsabilidade de marcar os gols e fazer com que a equipe saia com a vitória. Infelizmente, não é sempre assim. Acabei fazendo o gol [contra o Atlético-GO], a gente lutou ao máximo, mas não foi o suficiente.
O América perdeu 21 pontos no STJD, mas retomou 15. Como foi, nos bastidores, esse período de quase um mês na zona do rebaixamento?
Encarei com tranquilidade. Eu falo sempre com meus companheiros que nosso trabalho foi bem feito dentro de campo. Conquistamos os pontos, corremos, batalhamos, e conseguimos as vitórias. Infelizmente, aconteceu isso. Mas o erro não foi nosso, então, já que aconteceu, temos que sempre estar com a cabeça erguida. Podemos colocar a cabeça no travesseiro e saber que fizemos o nosso papel dentro de campo. O que aconteceu fora de campo não é problema nosso.
Quais são as chances de o América subir para a Série A neste ano?
Temos que sonhar sempre. A gente tem a oportunidade. Conseguimos algumas vitórias e temos que estar sempre esperançosos, ainda mais porque temos jogos fundamentais, como os confrontos diretos contra o Avaí e, depois, contra a Ponte Preta. Então, a gente tem condições de chegar. Por isso, temos que começar já a conseguir as vitórias.
Na Copa do Mundo, o Eto’o, ídolo de grandes clubes do futebol europeu, “admitiu” que “Obina é melhor que Eto’o”. Como você explica essa empatia e as brincadeiras que fazem de você um jogador ainda mais “folclórico”, como se diz no futebol?
O Eto’o foi super simpático com a musiquinha da torcida, com que os torcedores falaram pra ele. Levou na esportiva, isso é legal, bacana. A gente tem que saber que isso é coisa do torcedor. A gente faz nosso trabalho, procura sempre melhorar, e o torcedor tem dessas coisas de chamar, de dizer que o jogador da equipe dele é melhor do que o outro. O Eto’o é um jogador de muita qualidade.
Você tem uma relação muito boa com a torcida do Atlético, seu ex-clube. Como está a relação com os americanos?
Às vezes é muito boa, às vezes é complicada. O torcedor que vem, a maioria, quando é torcedor verdadeiro do América, ele torce, incentiva. Mas tem outras pessoas que vêm para ver o espetáculo e acabam confundido as coisas, acabam querendo cobrar, cobrar demais. Não respeitam o que fazemos dentro de campo, os atletas correndo, se dedicando para conseguir um resultado positivo.
E a vida em BH? O que gosta de fazer aqui? Já se sente em casa?
Sou muito família, não sou muito de ficar saindo. Às vezes sim, vamos a um restaurante, algum lugar que possamos ir para um lazer em família, passear na lagoa... Eu prefiro ficar com a família, curtir com eles, porque temos pouco tempo para curtir.
E os seus hobbies? O que você gosta de fazer nas horas de folga?
Eu jogo muito videogame online, levo horas jogando. Por isso mesmo, talvez, é até reclamação da “patroa” eu ficar muito dentro de casa, porque jogo muito videogame, fico muito com a galera online, acho bacana.