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Hulk fala da identificação com o ‘Galo’ e relembra tragédias vividas no futebol

Atacante do Atlético revela identificação antiga com clube paraibano e analisa falhas táticas na decisão continental contra o Botafogo

Do HOJE EM DIA
esportes@hojeemdia.com.br
Publicado em 04/04/2025 às 17:18.
 (Pedro Souza/Atlético )
(Pedro Souza/Atlético )

O atacante Hulk, do Atlético, relembrou sua ligação com o futebol paraibano e comentou sobre a final da Libertadores de 2024, durante entrevista ao Charla Podcast, concedida nesta sexta-feira (4). Natural de Campina Grande, o jogador contou que sua torcida pelo Treze Futebol Clube, apelidado de "Galo", começou ainda na infância, influenciado pelo pai.

“Todos os meus amigos eram Campinense, que é do mesmo bairro onde nasci, o José Pinheiro. Mas eu sempre fui Trezeano como meu pai. Ele me levava para os jogos e era meu ídolo”, disse o atacante, ao explicar a identificação precoce com o símbolo que mais tarde também encontraria no Atlético.

A relação com coincidências também foi tema da conversa. Hulk destacou que, ao retornar ao futebol brasileiro, viu paralelos entre o título do Campeonato Brasileiro de 2021 e sua trajetória. “O Atlético estava há 50 anos sem vencer o Brasileirão. Ganhamos com uma taça que tinha o número 50, e a final foi na Bahia, que foi o lugar de onde saí do Brasil”, relatou.

Tragédias no futebol

O atacante ainda abordou a derrota para o Botafogo na final da Copa Libertadores, considerada um dos momentos mais difíceis de sua carreira. O Atlético jogou com um atleta a mais desde o primeiro minuto, após a expulsão de Gregore, mas perdeu por 3 a 1. Hulk destacou a ausência de mudanças táticas no primeiro tempo como um ponto decisivo.

“Dois momentos difíceis que vivi no futebol foram o 7 a 1 e essa final. Ficamos esperando um comando do lado de fora, mas não veio. Eu senti impotência”, afirmou.

Hulk sugeriu que a equipe deveria ter adotado a mesma estratégia usada contra o Fluminense, nas quartas de final da Libertadores, quando venceu por 2 a 0. Segundo ele, o técnico Gabriel Milito poderia ter repetido a formação com pontas abertos, o que só ocorreu no segundo tempo. “Na minha cabeça, com a expulsão, imaginei que ele faria isso logo. Quando fez, criamos várias chances”, pontuou.

Mesmo com as críticas, o jogador reconheceu méritos anteriores do treinador argentino. Citou a final do Campeonato Mineiro, quando uma alteração inesperada de Milito resultou na virada sobre o Cruzeiro. Porém, reiterou que na decisão continental o time demorou a reagir, o que comprometeu o resultado.

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