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O professor de português do Cruzeiro pode estar prestes a ganhar mais um aluno nos próximos dias. Se, no começo das buscas por um técnico, ter um nome gringo à frente do time celeste não fazia parte dos planos de Bruno Vicintin, agora, o vice-presidente de futebol da Raposa já encara a contratação de um treinador do exterior como uma possibilidade real.
“No início, eu comentei que pensávamos em treinadores nacionais. Hoje, diria que a chance de um estrangeiro assumir o cargo é de 50%”, disse Vicintin durante entrevista coletiva na Toca da Raposa II, na qual foram apresentados os dois novos reforços da equipe: o meia Robinho e o lateral-direito Lucas.
Nesta temporada, o Cruzeiro bateu o recorde de estrangeiros em seu elenco: os argentinos Ariel Cabral, Sánchez Miño e Matías Pisano; e os uruguaios Arrascaeta e Federico Gino. A situação, inclusive, levou o clube a promover um curso de português para a turma.
Se a aposta internacional se confirmar, esta será a terceira vez que a equipe mineira terá um comandante forasteiro. O primeiro foi o uruguaio Ricardo Diéz (em 1953), e o último, o argentino Filipo Nuñez (em 1955 e, depois, em 1970).
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Fracassos
Os técnicos estrangeiros não foram bem sucedidos no Brasil nos últimos anos. Em 2014, o Palmeiras tirou o argentino Ricardo Gareca do Vélez e, junto com ele, uma legião de jogadores portenhos. Mas acabou lutando contra o rebaixamento no Brasileirão.
No ano seguinte, Internacional e São Paulo repetiram a estratégia, com o uruguaio Diego Aguirre e o colombiano Juan Carlos Osorio, respectivamente. As promessas de paciência e confiança, entretanto, viraram palavras ao vento, tanto no Beira-Rio quanto no Morumbi.
Em enquete promovida pelo Hoje em Dia no Twitter, os cruzeirenses se mostraram divididos, com 58% dos votos a favor e 42% contra (até as 21h).
— Jornal Hoje em Dia (@Portal_HD) 2 de maio de 2016Torcedor cruzeirense você concorda com a escolha de um técnico estrangeiro para assumir a Raposa?