Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro para o triênio 2018-2020, antes de sua cerimônia de posse, na noite desta segunda-feira (18), comentou os bastidores do clube e o planejamento para a temporada do ano que vem. Um dos nomes que o futuro gestor da Raposa admitiu interesse é o de Edilson, lateral-direito de 31 anos, vice-campeão do Mundo com o Grêmio.
“Interessa, como todos esses jogadores que a própria imprensa (apresenta)... Nós estamos numa entressafra do esporte. É claro que a imprensa procura notícia, nós temos que dar notícia para alimentar esse público enorme que vocês já conquistaram. Mas eu prefiro não declinar nomes. Até para que nós possamos negociar nossos jogadores tranquilamente”, respondeu.
Apesar do interesse do Cruzeiro, noticiado no último domingo pela Rádio Inconfidência, Edilson é um jogador, além de experiente, caro. A imprensa gaúcha informou no começo desta semana que para tirar o atleta do Grêmio seria preciso um investimento de R$ 3 milhões de multa rescisória, mais o mesmo valor em luvas, e um salário que gira em torno de R$ 450 mil mensais.
Em crise financeira e com um rombo de milhões, segundo o novo presidente do Conselho Deliberativo Zezé Perrella - também empossado nesta segunda-feira -, o Cruzeiro não terá facilidades para contratar Edílson.
Na tarde desta segunda-feira o vice-presidente do Grêmio, Odorico Roman, ainda voltando de viagem dos Emirados Árabes Unidos, onde o time gaúcho perdeu para o Real Madrid na final do Mundial de Clubes da Fifa, mostrou o quão difícil será tirar Edílson do clube gaúcho.
“Ainda em viagem de retorno, recebi telefonemas sobre o interesse do Cruzeiro em jogador nosso, com a “informação” de multa rescisória de R$ 3 mi. Dobrem, dobrem novamente, dobrem uma vez mais e mais outra e dará valor próximo à multa real”, postou em sua conta particular no Twitter.
Edílson tem contrato com o Grêmio até o ano que vem, mais precisamente em maio.
O próprio Odorico Román, ao desembarcar no Brasil, afirmou que o Cruzeiro não fez proposta oficial pelo lateral.