
A volatilidade do dólar e a recessão econômica que o país enfrenta, com desemprego e inflação corroendo o poder de compra do consumidor, estão travando as viagens mais longas, especialmente para o exterior. Escolher a data certa para comprar as passagens aéreas, despesa que mais pesa no bolso, ao lado dos gastos com hospedagem, é uma forma de driblar os preços altos e não desistir da tão sonhada viagem de férias.
É o que explica o matemático Rafael Incao, de 32 anos, que largou a docência para virar nômade digital – um tipo de viajante profissional – e já conheceu 47 países pelo mundo, desde 2008, economizando com as passagens.
Segundo ele, em contrapartida à crise financeira nacional, quem recebe em euro ou dólar acaba viajando mais para o Brasil e o volume a demanda de aviões vazios saindo do país aumenta.
“Em plena alta do dólar é possível encontrar passagens baratas, porque as companhias não querem voltar ao país de origem com os aviões vazios. Com o câmbio desfavorável é ainda mais importante conhecer estratégias para economizar antes da viagem e compensar os custos do destino escolhido”, argumenta.
Antecedência
Estudo produzido pela agência on-line Expedia, em parceria com a Airlines Reporting Corporation (ARC), analisou o preço de 10 bilhões de voos comerciais em mais de 70 países e levantou as melhores datas para compra de bilhete em voos internacionais, na classe econômica, partindo do Brasil. Ir para os Estados Unidos, por exemplo, pode sair até 50% mais barato se a passagem aérea for comprada com 166 dias de antecedência, de acordo com o levantamento.
Para voos domésticos, a recomendação é que a compra seja feita de 21 a 40 dias antes do embarque, explica Incao. “Muita gente acha que quanto maior a antecedência melhor. Não é verdade. Os erros mais comuns acontecem quando a compra é feita a um ano da viagem. É possível encontrar passagens muito mais baratas. Outro erro é comprar muito em cima da hora, esperando promoções”, afirmou.
Melhores dias
Se o viajante puder escolher o dia da semana que vai decolar, as melhores opções são terças, quartas e sábados, ele recomenda. “São os dias que os executivos viajam menos e, por isso, os voos estão mais vazios. Num domingo ou numa segunda-feira, início de semana, com certeza os preços estarão mais altos devido à procura”.Outro método utilizado por viajantes como Rafael Incao é o chamado Stop Over – técnica que permite incluir destinos extras na viagem em vez de passar horas no aeroporto entre uma e outra conexão.
“É transformar horas de aeroporto em dias em outras cidades. Se você sai do Brasil com destino à Tailândia e tem uma escala na África do Sul, vale mais optar por duas passagens separadas na mesma compra, uma do Brasil para a África do Sul e outra da África do Sul para a Tailândia. Isso é possível, sem acréscimo no valor, e você conhece outro país”, explicou.
Companhias de baixo custo e piloto automático de pesquisa ‘salvam’ centenas de euros
As formas de colocar em prática técnicas como o Stop Over são ensinadas por Rafael Incao em cursos on-line gratuitos e pagos que ele ministra em vídeos exibidos no site Fórmula de Passagens. De acordo com ele, é possível deixar portais de compra de passagens aéreas em “piloto automático”, pesquisando boas opções para o viajante, dentro dos critérios escolhidos por ele. Esse método é definido por um algoritmo, conhecido como Yeld Management.
Há ainda o Open Jaw, uma boa estratégia para quando a ideia é visitar mais de um destino sem perder tempo e nem dinheiro para voltar ao ponto inicial. “Existem algumas companhias aéreas de baixo custo na Europa e na Ásia, que pouca gente sabe, mas elas fazem alguns trechos por algo em torno de 10 euros. São companhias seguras, que seguem as mesmas regras de aviação que as outras. Normalmente são até braços de grandes empresas para atender outro tipo de público. As poltronas são menores e o espaço para bagagem também”, contou Incao.
Profissão viajante
Além de dicas para comprar passagens mais baratas, o matemático também passa adiante sua experiência ao longo dos anos de viagem. “Hoje sou o que chamam de nômade digital, não tenho residência fixa. No ano passado, morei em 13 países. Este ano pretendo rodar países como Argentina, Chile e Paraguai. Depois sigo para os Estados Unidos. Gero renda através da internet, posso fazer isso de qualquer lugar do mundo. Para começar, ofereço quatro vídeos gratuitos de meia hora, mas as pessoas podem adquirir o curso completo”, explicou. O próximo curso preparado por Incao começará a ser exibido amanhã e vai até o dia 3 de junho. As inscrições podem ser feitas pelo site formuladepassagens.com.br
Além de dicas para comprar passagens mais baratas, o matemático também passa adiante sua experiência ao longo dos anos de viagem. “Hoje sou o que chamam de nômade digital, não tenho residência fixa. No ano passado, morei em 13 países. Este ano pretendo rodar países como Argentina, Chile e Paraguai. Depois sigo para os Estados Unidos. Gero renda através da internet, posso fazer isso de qualquer lugar do mundo. Para começar, ofereço quatro vídeos gratuitos de meia hora, mas as pessoas podem adquirir o curso completo”, explicou. O próximo curso preparado por Incao começará a ser exibido amanhã e vai até o dia 3 de junho. As inscrições podem ser feitas pelo site formuladepassagens.com.br