
A Justiça de Minas retomou a recuperação judicial da 123milhas. O processo havia sido interrompido pela segunda vez, em janeiro, devido a problemas com a documentação de duas empresas do grupo que integram a agência de turismo.
De acordo com a decisão, assinada na última quarta-feira (28) pelo desembargador Alexandre Victor de Carvalho, foi atendido um pedido do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, no qual é argumentado que a paralisação "acarreta grave prejuízo aos credores, especificamente os milhares de consumidores".
O juiz também informou que a paralisação beneficia as empresas envolvidas no processo, pois, dessa forma, elas não podem ser cobradas e deixam de passar por fiscalização.
Relembre o caso
No fim de agosto, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da 123milhas. Na época, foram citadas as empresas 123 Viagens e Turismo, Art Viagens e Turismo e Novum Investimentos Participações SA, que integram o mesmo grupo.
O pedido foi protocolado sob a justificativa de dívidas acumuladas. Segundo a empresa, a medida tem como objetivo assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores.
O texto determinava a suspensão pelo prazo de 180 dias, contados da publicação do parecer, de todas as ações e execuções contra os devedores.
O documento também solicitava que “o Plano de Recuperação a ser apresentado ao juízo deveria conter medidas de reparação ao universo dos credores consumeristas pelos danos causados em todo território nacional”.
Em setembro, o TJMG suspendeu o processo pela primeira vez e determinou a realização de constatação prévia. Em dezembro o processo foi retomado, mas novamente paralisado em janeiro.
O Hoje em Dia entrou em contato com a 123milhas e aguarda retorno.