Acusado de não tratar a crise hídrica com transparência, o ex-presidente da Copasa Ricardo Simões ligou para a redação do Hoje em Dia para dar explicações sobre como a empresa tratou o assunto no último ano da gestão anterior. Em outubro, explicou, os níveis dos reservatórios estavam em 40% da capacidade, quando foi feito o primeiro alerta. Atualmente, estão em 30%.
De acordo com Simões, a expectativa era de que a situação melhorasse com a chegada do período chuvoso, mas as condições climáticas não foram favoráveis. Paralelamente, afirmou o ex-presidente da Copasa, foi feito um planejamento de obras para aumentar o volume de captação de água, com a alimentação da barragem Serra Azul com água do rio Paraopeba, aumentando a capacidade de 500 para 600 litros por segundo. "As obras começaram em novembro", afirmou.
Segundo Ricardo Simões, em 2014, foi feita uma campanha de consumo consciente, que resultou numa redução de 10% no consumo residencial. Além disso, o ex-presidente destacou ainda o desenvolvimento do sistema integrado de captação de água do rio das Velhas e Paraopeba.
Simões concorda com a atual gestão da Copasa que alerta a população para a redução no consumo. Segundo o ex-presidente há medida teve que ser adotada devido a escassez de chuva, o que piorou a situação dos rios responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana.
Na semana passada, a atual gestão fez um apelo a população pedindo uma redução de 30% no consumo de água. Se a situação atual for mantida, a expectativa é a de que, até abril, medidas severas, como interrupções programadas no fornecimento e multa a quem extrapolar o limite estabelecido, sejam colocadas em prática.