Saúde

Maria Amélia Lins: consórcio assume gestão e reabertura de bloco cirúrgico está próxima, diz Estado

Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti disse que unidade pode voltar a fazer cirurgias eletivas ‘em poucas semanas ou dias’

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 02/04/2025 às 08:48.Atualizado em 02/04/2025 às 09:07.
 (Fhemig/Divulgação)
(Fhemig/Divulgação)

O Consórcio Instituição de Cooperação Intermunicipal do Médio Paraopeba (Icismep) venceu o edital e irá assumir a gestão do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), em Belo Horizonte. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (2).

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, com a nova administração, o bloco cirúrgico da unidade - fechado desde 6 de janeiro - poderá ser reaberto nas próximas semanas ou até dias. 

Baccheretti disse que a concessão do espaço e dos equipamentos do HMAL ainda precisa ser homologada. Após a medida, o consórcio irá assumir o hospital e, segundo ele, "rapidamente" deve voltar a realizar as cirurgias eletivas.

“Nossa expectativa é que, caso o Icismep se confirme como vencedor, em poucas semanas ou dias o bloco cirúrgico seja reaberto, uma vez que eles já tem RH, anestesistas e cirurgiões no dia a dia deles. Isso é importante para que a gente comece a fazer cirurgias eletivas e atacar essa fila de mais de 30 mil pacientes esperando”, disse Baccheretti, em entrevista à TV Globo. 

O bloco cirúrgico do hospital Maria Amélia Lins foi fechado por decisão do Governo de Minas. Na época, a justificativa foi de que os equipamentos iriam passar por manutenção. A equipe de servidores e os pacientes do bloco operatório foram transferidos para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, junto com o encargo de 200 cirurgias mensais.

Ação do Ministério Público 

Nessa segunda-feira (31), uma ação civil pública ingressada pelo Ministério Público de Minas pediu a manutenção do funcionamento do hospital - incluindo o bloco cirúrgico. A ação solicita a concessão de uma liminar para obrigar o Estado a reativar, no prazo máximo de 15 dias, todos os serviços fechados do hospital.

Fábio Baccheretti revelou que considera os argumentos do MP “fracos”. Ele acredita que não terão problemas com a Justiça, já que, segundo o secretário, a abertura imediata do bloco será realizada nos próximos dias. 

“Acreditamos que os argumentos são fracos, uma vez que cessão de uso não precisaria de edital, abrimos o edital para deixar mais transparente e ampliar a concorrência. Além disso, a ação civil fala sobre abertura imediata do bloco e nós faremos a abertura com o novo gestor, então perde o sentido”, disse Baccheretti. 

Leia mais: 

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2025Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por