
Belo Horizonte teve queda de 2,06% no valor da cesta básica em março, mostra pesquisa divulgada nesta quinta-feira (4) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar da redução, o custo ainda é alto para o trabalhador, que precisa pagar R$ 712,51 pelos produtos, cerca de 55% de um salário mínimo.
A pesquisa também mostrou que o valor da cesta é equivalente a 111 horas de trabalho do belo-horizontino. Na comparação entre março de 2023 e 2024, o preço subiu 8,8% na metrópole mineira. Segundo o Dieese, todas as capitais analisadas tiveram alta de preço no comparativo entre o mesmo mês.
Além de BH, as reduções mais expressivas foram observadas no Rio de Janeiro (-2,47%), Porto Alegre (-2,43%) e Campo Grande (-2,43%).
O levantamento indica alta de preço em 10 das 17 capitais brasileiras analisadas. As maiores elevações foram registradas no Recife (5,81%), Fortaleza (5,66%), Natal (4,49%) e Aracaju (3,90%).
Custo das cestas
A cesta mais cara do país foi encontrada em São Paulo, onde o conjunto dos alimentos básicos custava, em média, R$ 813,26. Em seguida, figuram as cestas do Rio de Janeiro (R$ 812,25), Florianópolis (R$ 791,21) e Porto Alegre (R$ 777,43).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram anotados em Aracaju (R$ 555,22), João Pessoa (R$ 583,23) e Recife (R$ 592,19).
Salário mínimo ideal
Levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 6.832,20 em março, valor 4,84 vezes superior ao do salário mínimo atual de R$ 1.412.
* Com informações da Agência Brasil
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