Lançamento neste sábado

Professoras da UFMG participam da criação de baralho inclusivo para crianças com paralisia cerebral

Ideia foi em conjunto com docentes da Universidade do Ceará; jogo será distribuído gratuitamente em escolas municipais de educação básica

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 04/04/2025 às 16:09.Atualizado em 04/04/2025 às 16:47.
Lançamento do jogo acontece neste sábado (5), das 10h às 13h, na Funarte, no centro de Belo Horizonte (Gilberto Goulart)
Lançamento do jogo acontece neste sábado (5), das 10h às 13h, na Funarte, no centro de Belo Horizonte (Gilberto Goulart)

Professoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) criaram um baralho inclusivo para crianças com paralisia cerebral, o material compartilha vivências e apresenta ideias de movimentos para estimular os familiares a se cuidar e a brincar com as crianças.

O baralho foi traduzido para a língua de sinais brasileira e será distribuído gratuitamente em escolas municipais de educação básica. O recurso pode auxiliar os educadores a lidar com os desafios da inclusão. O lançamento do jogo acontece neste sábado (5), das 10h às 13h, na Funarte, no centro de Belo Horizonte.

As responsáveis pela criação do baralho são as professoras-artistas de dança Graziela Andrade e Anamaria Viana, da UFMG, e Rosa Primo, da UFC, com participação de Yuji Oka, fundador do Spiral Praxis, método somático que explora a relação corpo-mente. No desenvolvimento do projeto, crianças e familiares participaram de oficinas com os artistas, nas quais puderam explorar as possibilidades de movimento individuais com base nos desejos e nas potencialidades de cada um.

Segundo informações da UFMG, o primeiro volume de Jogos de danças diversas não é mais uma terapia ou tarefa, mas sugere momentos de conexão e intimidade entre crianças e seus familiares. Pelas mãos da ilustradora Helô Barbi, cada criança tornou-se um personagem literário. 

Como funciona o jogo

Ainda de acordo com a UFMG, as cartas unem elementos como ritmo, improviso, consciência corporal e alongamento na concepção do jogo. São quatro categorias de cartas coloridas que contêm versos, rimas e provocações para estimular as crianças e seus cuidadores a conhecer o espaço e dialogar com o tempo por meio da dança. 

O primeiro passo é “preparar”. As cartas azuis sugerem organizar o espaço de trabalho e a atenção com os corpos envolvidos. Mas antes de começar a jogar e a se dedicar ao outro, é preciso cuidar de si. Para isso, as cartas amarelas (aprontar) sugerem pensar e treinar a respiração, o toque e a presença. São atividades que podem ser realizadas em qualquer tempo e lugar.

Com tudo pronto, é hora de “dançar”. As cartas verdes apresentam o trabalho feito com as crianças durante o desenvolvimento do jogo. Nele foi criado um universo de inspiração e movimentos baseados nas potencialidades de cada criança e suas predileções pelos objetos e propostas apresentadas. “O objetivo principal foi criar uma relação de prazer com o movimento, descobrindo com as crianças possibilidades de brincar e, com isso, se relacionar com o espaço, com o outro e consigo mesmas”, declarou Graziela, mãe de uma das crianças participantes.

Por fim, têm-se as cartas vermelhas: “aplaudir”. Elas apresentam a equipe que realizou esse trabalho. Há também entrevistas com algumas das famílias participantes, em que elas contam suas histórias e os desafios relacionados à criação de crianças com deficiência no Brasil. Recomenda-se conhecer o baralho a partir dessa ordem e, em seguida, jogar livremente conforme o tempo e a disposição. Cada carta apresenta um QR code que dá acesso a vídeos com trechos das danças e dicas para toda a família.

O jogo foi publicado pela Editora Acolá, que já prepara a edição do próximo volume, dedicado a crianças do espectro autista. 

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