Começou nesta quarta (27) em Belo Horizonte e vai até amanhã, o "Seminário Internacional sobre Inclusão no Ensino Médio". Realizada pelo governo de Minas Gerais e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a iniciativa vai discutir experiências no Brasil e em outros países da América Latina para tornar o ambiente escolar mais aberto à diversidade econômica e social.
Coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes no Brasil e gerente de projetos da Unicef, Mário Volpi abriu o evento defendendo a representatividade e o diálogo nas escolas.
"Por muito tempo acreditou-se que a educação melhoraria a partir de dados sofisticados obtidos por meio de pesquisas caras. Hoje já se sabe que não, que o ensino melhora a partir da partilha e do embate. Precisamos dar voz aos jovens negros, aos deficientes, aos índios e aos LGBTs, evitando a evasão", defendeu. Volpi também apresentou dados estatísticos que mostram que o Brasil perdeu 1,2 milhões de alunos no Ensino Médio, que deixam a escola pela ausência de renda, ingresso na criminalidade, gravidez ou necessidade de entrar no mercado de trabalho.
A Secretária Estadual de Educação, Macaé Evaristo dos Santos afirmou que o Governo do Estado calcula que cerca de 15% dos jovens em idade para o Ensino Médio estejam fora da escola. "O currículo escolar está muito distante da realidade do jovem. Estamos trabalhando para readequar o conteúdo a cada contexto, aproximando o aluno", afirmou. A Secretária citou ainda, a tentativa de modificar o Ensino Médio, atualmente experimentado em São Sebastião do Paraíso que articula estudantes, mercado de trabalho e entidades não-governamentais articulados para integrar a escola ao seu meio.
O evento vai receber autoridades da Argentina e do Equador, além de oferecer oficinas temáticas a estudantes e educadores.