Negou o crime

Suspeita de matar os dois filhos com jantar envenenado em BH é indiciada

De acordo com as investigações, motivação seria vingança contra o pai das crianças

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 02/04/2025 às 15:11.Atualizado em 02/04/2025 às 15:20.
Em um primeiro momento a mãe não foi considerada suspeita (Divulgação/ PCMG)
Em um primeiro momento a mãe não foi considerada suspeita (Divulgação/ PCMG)

Uma mulher foi indiciada por suspeita de ter matado os dois filhos envenenados em novembro de 2024, em Belo Horizonte. As investigações apontaram que o crime foi planejado pela mulher e que durante o mês que antecedeu o crime, a suspeita chegou a pesquisar 130 vezes as palavras chumbinho e veneno. A motivação do crime seria uma vingança contra o pai dos filhos, o qual ela estava separada desde outubro.

O crime aconteceu no bairro Jardim dos Comerciários, região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A menina tinha 18 anos e o menino, 12. Segundo o delegado Humberto Junior, o veneno teria sido colocado no jantar preparado por ela: arroz, feijão, chuchu, frango frito com cebolas e angu.

“Ela preparou a janta para os filhos por volta de oito e meia da noite. Quando foi nove e vinte da noite o menor de idade, de 12 anos, começou a passar mal, a ficar com o corpo mole, querer desmaiar e aí o socorreram e levaram para a UPA”, contou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, a filha mais velha que estava em casa teria começado a sentir os mesmos sintomas e ficado com os pés roxos, enquanto o irmão estava na UPA. Ambos precisaram ser encaminhados para o Hospital João XVIII devido ao agravamento na saúde deles. Em um primeiro momento a mãe não foi considerada suspeita.

A perícia compareceu a casa da acusada no dia seguinte ao crime e parte dos alimentos preparados na janta não estavam lá. Um fato que chamou atenção do perito é que a casa já estava minimamente organizada e limpa e os alimentos que foram servidos por ela, nem todos foram encontrados, a perícia só encontrou arroz e feijão.

A mulher foi presa no dia 24 de novembro após a morte da filha, exames clínicos já tinham sido realizados e constava que se tratava de uma intoxicação por chumbinho. Segundo a Polícia Civil, a mulher negou que teria cometido o crime e disse não saber o que tinha acontecido. Já o filho morreu em 3 de dezembro, foram ouvidas 14 testemunhas.

“Uma testemunha em especial nos chamou a atenção, porque nos trouxe conversas anteriores ao mês de novembro e que nessas conversas, ela dizia sempre de forma indireta que a família estava com problemas e que quando tudo isso acabar, muita gente ia chorar”, relatou o delegado.

Marido tomou café e se sentiu mal

O marido da mulher também foi ouvido e apontou que teria tomado um café servido por ela e começou a ter diarreia e vômito em meados de setembro e outubro, mas na época não desconfiou que poderia ser envenenamento. 

A mulher foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima, em relação à jovem de 18 anos. Para o filho de 12 anos, ela foi indiciada por homicídio quadruplamente qualificado também por motivo torpe, o veneno, a administração do veneno, recurso que dificultou a defesa da vítima e a qualificadora também pelo crime ser praticado contra menor de 14 anos.

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