O suspeito de praticar o crime de estupro durante a última ocupação ocorrida na Câmara Municipal de Belo Horizonte, no bairro Santa Efigênia, na região Leste da capital mineira, não será indiciado.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi identificado e esteve na Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte para prestar esclarecimentos. O jovem foi ouvido pela delegada Érica Alvarenga, que considerou que não há provas suficientes contra o suspeito.
Conforme a PC, a delegada informou que, como não houve testemunhas, o que ocorreu dentro da barraca é de conhecimento apenas do suspeito e da acusadora. Além disso, Érica alegou que imagens do circuito interno de segurança da casa legislativa foram analisadas e não haviam imagens relevantes em relação à acusação.
Entenda o caso
No dia 8 deste mês, foi aberto inquérito para investigar o suposto estupro, que teria como vítima uma jovem de 21 anos. O abuso sexual ocorreu durante a ocupação da Câmara Municipal de Belo Horizonte. A ocorrência foi registrada no plantão da Delegacia de Mulheres por volta de 0h30.
Na data, a vítima alegou que um manifestante teria tentando passar a mão nas partes íntimas dela e forçá-la a tocá-lo. Tudo isso ocorreu depois que a jovem teria convidado o rapaz para dormir em sua barraca, já que o conhecia.
O caso foi divulgado em uma rede social, onde a vítima recebeu apoio de amigos e ainda afirmou que já tinha tomado as medidas cabíveis para que o suspeito fosse responsabilizado pelo estupro. Além disso, os manifestantes que estavam na ocupação enviaram nota à Assembleia Popular Horizontal, que foi divulgada na internet.
* Com informações de Thaís Mota.