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Consolidação do trabalho híbrido: pesquisa inédita de startup de BH faz raio-x dos coworkings

Publicado em 13/03/2023 às 06:00.

“Está claro que, em 2023, o trabalho híbrido e o uso do coworking já fazem parte da cultura do país. A estrutura básica de um coworking já atende bem os usuários, mas, com a grande demanda e o aumento da concorrência entre os espaços de trabalho, os empreendedores estão começando a investir em ambientes diferenciados para oferecer uma experiência melhor. Nesse movimento, 3% dos coworkings já têm espaço para crianças, 10,2% têm espaço para animais e 39,5% têm jardim externo, por exemplo”, analisa Roberta Vasconcellos, cofundadora e CEO da Woba.

Quase todos os espaços possuem salas de reunião, ar condicionado e todos os itens para compor a infraestrutura ideal para os seus clientes. Para se diferenciar dos concorrentes e atrair novos clientes, os donos de coworkings começam a apostar em itens ou ambientes inusitados: espaços de Yoga, salão de beleza, academias e até coworkings dentro dos estádios de futebol. Tudo isso associado ao Work-Life Balance e a facilidade que esses espaços proporcionam na rotina das pessoas.

De acordo com a pesquisa, a estrutura básica dos coworkings no Brasil inclui, além do espaço comum de trabalho, sala de reunião (97,4%), ar condicionado (96,1%), copa com geladeira para uso gratuito (88,2%) e espaço para café gratuito (84,9%). Também é possível encontrar lanchonete ou vending machine (45,7%), bicicletário (42,4%), estacionamento próprio gratuito (22,4%), estacionamento conveniado (30,9%) e funcionamento 24 horas (23,7%).

Outro número interessante no estudo é que 54,6% dos entrevistados sinalizaram que o coworking funciona em imóvel alugado, revelando investimento nesse mercado. Uma vez que o setor está consolidado e os empreendedores veem oportunidade no setor, espaços variados vêm sendo alugados e transformados em coworking.

Entre as atividades rotineiras do coworking, aquelas consideradas mais desafiadoras pelos seus representantes são fluxo de caixa (17%) e visualização de relatórios (21%), ficando atrás de atividade de gestão de pessoas  (22%) e otimização dos espaços (32%). Existe um reconhecimento dentro do próprio segmento de que o mercado de coworkings está em desenvolvimento. Quando perguntados sobre a maturidade do negócio representada de 0 (zero) a 10, em que 0 corresponde a iniciante, 5, em desenvolvimento e 10, muito desenvolvido, a pontuação média foi de 6,5, ou seja, ainda há muito a ser explorado no setor.

“A pesquisa interna nos oferece insumos para definir as ações da Woba em apoio aos nossos parceiros e para compreender o mercado como um todo, já que estamos presentes em praticamente todo o país. No que depender de nós, faremos tudo para que esse mercado chegue à maturidade desejada, a começar pela difusão do conceito do ‘Work-Life Balance’ dentro e fora da nossa rede”, comenta a CEO.

A Woba é um ecossistema de soluções de trabalho. Fundada em 2017, dentro da comunidade San Pedro Valley, em Belo Horizonte, com o nome BeerOrCoffee, A Woba tornou-se o maior marketplace de coworkings da América Latina. Em 2022, passou a aderir ao conceito “Work-Life Balance” e se transformou em Woba. Conta com mais de 150 colaboradores, que trabalham de norte a sul do Brasil e do exterior. Entre seus clientes estão XP, Ifood, Yalo, Albert Einstein, Gupy e Banco Inter.

Os investimentos recebidos são R$ 8 milhões (2018) de Kees Koolen, fundador do Booking.com, e de R$ 50 milhões  milhões (2021) dos fundos Kaszek e Valor. Atualmente, participa do programa de aceleração Scale-Up Endeavor, que seleciona empresas com alto potencial de crescimento no país.

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