Ricardo RodriguesConselheiro da Abrasel-MG, Diretor do restaurante Maria das Tranças e da Cruz Vermelha, Mentor, Palestrante e Consultor Sebrae

Delícias do cerrado mineiro

Publicado em 17/06/2021 às 17:39.Atualizado em 05/12/2021 às 05:12.

Em tempos de pandemia, onde, infelizmente, somos bombardeados por tantas coisas ruins, compartilho na coluna de hoje uma notícia boa: Cerca de 30 produtos vindos do cerrado mineiro serão vendidos na rede de supermercados Carrefour. A parceria entre a empresa e a Central do Cerrado, cooperativa que reúne diversas organizações comunitárias, entre elas a Cooperativa Regional de Base na Agricultura Familiar e Extrativismo (Copabase), da cidade de Arinos, na Região Noroeste de Minas Gerais, foi fechada no último dia 9, em Brasília.

Isso significa que a partir de agora, produtos como castanha de baru, polpa de fruta congelada, açafrão (cúrcuma), urucum, farinha de mandioca, óleo de coco, babaçu orgânico e açúcar mascavo serão vendidos nas unidades do grupo no Distrito Federal. Os itens vão ser ofertados na seção ‘Da Nossa Terra’, espaço destinado a agricultores que profissionalizaram seus processos produtivos.

Essa, por sinal, é a primeira vez que produtos com o selo da agricultura familiar, cultivados com base na economia solidária, serão vendidos por uma grande rede varejista no Brasil. A parceria aconteceu por meio de um trabalho de acesso a mercados intermediado pelo Sebrae em Minas Gerais. 

A novidade merece sim ser bastante comemorada, principalmente porque ela corrobora com as premissas do Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira, lançado em fevereiro pelo Governo do Estado.

Também é importante dizer que o fato de uma grande rede varejista recorrer a ícones gastronômicos tão singulares do nosso estado para comercializá-los em suas lojas, comprova mais uma vez as potencialidades da culinária de Minas, além de gerar divisas para trabalhadores da agricultura familiar, setor importantíssimo para a economia deste país que, infelizmente, foi outro fortemente afetado na pandemia. Segundo a Copabase, a crise sanitária da Covid-19 impactou toda a cadeia produtiva da cooperativa, que tinha 80% do seu faturamento vindo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Com o fechamento das escolas, ela se viu obrigada a ampliar as possibilidades de oferta dos produtos e acessar os mercados de varejo para sobreviver.

Outro ponto positivo dessa iniciativa é que ela dá visibilidade a uma gama de produtos típicos de Minas Gerais para além das nossas fronteiras, já que eles serão comercializados no Distrito Federal. Isso sem falar que esses produtos desmistificam o reles conceito de que o nosso estado se resume a apenas pão de queijo e café. Cada macrorregião mineira tem suas singularidades e riquezas que, juntas constituem um mosaico surpreendente de cores e sabores.

Que mais notícias como essa se repliquem, pois a nossa terra é fértil e, sobretudo, saborosa. Aqui, sem dúvida, temos muito a oferecer!

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