A cada resultado eleitoral o mapa ideológico com viés conservador se fortalece em muitos países, a exemplo a recém vitória da centro-direita na Alemanha. Pode-se dizer sem erro que a centro-direita e direita são responsáveis pela nova visão geopolítica do mundo.
Como no jogo War, a Europa está sendo dominada pelos conservadores, isolando a esquerda e impondo suas concepções e pensamentos, fato que merece destaque desde a fundação da União Europeia.
Alguns exemplos: Grécia — Nova Democracia (centro-direita); Bulgária — GERB (direita); Hungria — Fidesz (direita); Finlândia — KOK (direita); França — RN (direita); Áustria — FPO (direita); Alemanha — CDU (centro-direita). Anteriormente, já ganhara na Polônia, na Hungria e na Itália. A principal exceção à onda direitista é a Inglaterra, onde o Partido Trabalhista voltou ao poder.
Nesse diapasão, de grande valia artigo da Bloomberg Linea intitulado ‘Trade eleição’ começa a atrair estrangeiro em LatAm de olho em mudança de poder, que dispõe como investidores estrangeiros estão antecipando mudanças políticas na América Latina e apostando em ativos subvalorizados, esperando que governos do campo da direita e mais favoráveis ao mercado assumam o poder em 2026.
Como exemplo Brasil, Chile e Colômbia, investidores offshore têm avaliado que o descontentamento pode levar a uma mudança dos atuais governos de esquerda nas eleições à partir de 2026.
Interesse crescente dos investidores estrangeiros em comprar ativos no Brasil, Colômbia e Chile, impulsionados pelo descontentamento com governos de esquerda. Fundos como T. Rowe Price e Frontier Road Limited têm investido em ações e títulos colombianos, enquanto hedge funds brasileiros, como a Mar Asset Management, estão usando opções para lucrar com possíveis valorizações.
A título de conclusão no artigo, os mercados latino-americanos estão sendo impulsionados por uma combinação de preços baixos e expectativas de mudança política, atraindo investidores que querem se posicionar antes das eleições de 2026.
E a tendência pendular para 2026 no Brasil ganha potencial com a pesquisa Genial-Quaest divulgada na última quarta-feira, em que a desaprovação do presidente Lula superou a marca de 60% nos três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O levantamento mostra a escalada negativa da avaliação do governo petista até mesmo em estados do Nordeste — reduto eleitoral histórico lulista.
Em comparação com a medição de dezembro, a desaprovação subiu de 55% para 69% em São Paulo; de 47% para 63% em Minas Gerais; de 33% para 51% na Bahia; e de 53% para 68% no Paraná.
Já no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul a desaprovação foi de 64% e 66%, respectivamente, sem comparativo histórico. Em Goiás, ela subiu de 56% para 70%; e, em Pernambuco, foi de 33% para 50%.
2025 e 2026 serão intensos na política e na economia. E muito há por vir!