Uma das coisas mais prazerosas é andar de bicicleta. Mais do que um esporte, umas boas pedaladas são ótimas como lazer. E, quando isso ocorre em boa companhia, fica melhor ainda.
O ciclismo conjuga muito bem com os estudos. Nada melhor que pedalar depois de uma aula com exercícios de fixação. Isso permite espairecer as ideias para o seu cérebro processar e gravar o que foi estudado.
Existe, portanto, uma integração entre os exercícios mentais e os físicos. Um complementa o outro. Quem malha, por exemplo, não melhora apenas a saúde.
Também incrementa o rendimento escolar. Um dos fatores que explica isso é a melhora na qualidade do sono quando se leva a sério as atividades físicas.
Mas o que há de mais comum entre estudar e andar de bicicleta? Em ambas as atividades, você não pode parar.
Se você der uma pausa muito alongada nos estudos (daquelas de parar mesmo de estudar) todo o seu aprendizado fica comprometido. Se você parar de pedalar, sua bicicleta te leva ao chão.
Ah! Você não sabe andar de bicicleta?! É essa a sua objeção?! Acredite: além de ajudar milhares de pessoas a passarem num concurso ou no Enem, também já ajudei muitas a aprender se equilibrarem numa bike. Quem sabe, na próxima edição de “Como Passei em 16 Concursos”, eu acrescente um capítulo sobre “como andar de bicicleta”.
No entanto, reconheço que não seria muito eficiente a pretensão de ensinar alguém a pedalar por meio de um texto. É necessário praticar, sem medo de levar uns tombos.
Mas me diga uma coisa: como você aprendeu a ler e escrever? Para alcançar essa conquista, as lições da sua primeira professora foram importantes. Mas não sabemos muito bem como desenvolvemos essa habilidade. O certo é que, depois de muitas lições, nos deparamos de repente com um texto e entendemos as funções das letras.
Aprender a andar de bicicleta é parecido com isso. As lições de um instrutor são importantes. Mas um belo dia, sem se dar conta de que ele não está mais te segurando pela garupa, você sai pedalando por aí.
É nesse ponto que não se deve esquecer a bike jogada num canto qualquer. Siga pedalando rotineiramente. Siga estudando também. Porque, como disse Albert Einstein, “a vida é como andar de bicicleta. Para não perder o equilíbrio, você tem que seguir andando”.
A todos, desejo boas pedaladas e bons estudos.
* Advogado, delegado federal aposentado, mestre em Educação, professor da Faculdade Promove e autor de “Como Passei em 16 Concursos”. Escreve nesse espaço às quartas-feiras.