A promessa de uma relação “republicana e respeitosa” entre o governador Romeu Zema (Novo) e o governo do presidente Lula (PT) sofreu derrotas nesta semana após falas polêmicas do gestor mineiro dizendo que o governo petista “fez vista grossa” diante das ameaças de ataques para depois poder aparecer como “vítima” dos radicais de direita.
Vários membros do governo repudiaram a fala e, nesta terça-feira (17), foi a vez do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, tomar a palavra para tecer críticas a Zema. “A eleição é em 2026. Não acho que seja adequado um candidato querer se colocar na agenda sendo uma espécie de sub-bolsonaro, fica feio”, disse Flávio Dino.
O ministro ainda lembrou da tragédia ocorrida em Brumadinho, com o desmoronamento da barragem da Vale, em janeiro de 2019, poucos dias após a posse de Zema à frente do governo mineiro. “Um apelo que eu faço ao governador é que, em momentos graves é preciso ter moderação. Imagina se alguém tivesse dito, nos dias seguintes à tragédia de Brumadinho, que ele sabia e deixou acontecer para ganhar dinheiro. Nós não somos agentes; somos vítimas", destacou.
No dia seguinte aos ataques (9) em Brasília, o governador Romeu Zema foi até a capital federal para se encontrar com o presidente Lula em uma reunião com vários outros governadores. A proposta do encontro era mostrar união diante dos atos de violência do domingo (9).
O chefe do Executivo mineiro participou e demonstrou solidariedade ao governo federal. Contudo, após o encontro, Romeu Zema retomou a posição de confronto com Lula. O nome do governador mineiro é um dos colocados para a sucessão presidencial daqui a quatro anos. “Ele esteve aqui. Por que não falou nada? Por que não falou com o presidente Lula? Por que não falou nada comigo?”, questionou Dino.
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