Meirelles diz que governo quer adiar prazo do Refis para dia 31 de outubro

Heraldo Leite
hleite@hojeemdia.com.br
Publicado em 23/08/2017 às 13:01.Atualizado em 15/11/2021 às 10:13.
 (Wilson Dias /Agência Brasil )
(Wilson Dias /Agência Brasil )

BRASÍLIA –  O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o prazo de adesão das empresas para o Refis deverá ser adiado para 31 de outubro. A data hoje vai até 31 de agosto, mas as dificuldades de votar a proposta tem feito com que as companhias adiem a entrada no programa esperando uma definição. Ainda de acordo com Meirelles, a dívida das empresas para que se beneficiem do programa deve ser “algo em torno de R$ 15 milhões. E não R$ 150 milhões como foi cogitado: isso inaceitável”, afirmou o ministro da Fazenda. A estimativa do governo é que o Refis proporcione uma arrecadação de R$ 10 bilhões a mais, num momento em que o Ministério da Fazenda precisa fechar as contas oficiais.

Meirelles também disse que houve uma nova reunião nesta terça (22) para a definição do modelo que vai definir a privatização da Eletrobrás. Segundo o ministro, houve avanços sobre a emissão de novas ações que serão ofertadas publicamente fazendo com que o governo deixe de ser o controlador passando a gestão da empresa para a iniciativa privada. “Estamos avançando”, resumiu. Henrique Meirelles também confirmou o leilão da Lotex, modalidade de loteria instantânea que deixará de ser controlada pela Caixa Econômica Federal. “Será em setembro”.

Otimismo

Henrique Meirelles abriu, nesta quarta, a 28ª edição do Congresso Aço Brasil, quando, munido de planilhas e slides, fez a palestra magna do evento – “Retomada do Crescimento e Reformas Estruturais”. Para o ministro, é possível um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas do país) em torno de 2,3% em ritmo sustentável, ou seja, de forma contínua e "sem a crise fiscal” (quando o país gasta mais do que arrecada).

Ressaltando a necessidade da Reforma da Previdência e mostrando os benefícios das reformas já implementadas, Meirelles admitiu que o país sofre “com a pior recessão de sua história, maior que a Depressão dos anos 1930”, mas alguns indicadores mostram que há perspectiva de melhoras. Pelos indicadores exibidos pelo ministro, a inflação caiu, bem como a taxa de juros de longo prazo (a que estimula novos investimentos).

“A inflação que mais pesa no bolso de maior parte da população brasileira vem caindo”, demonstrou Meirelles. Segundo ele, o próximo passo para sair da crise é que “as pessoas confiem nas melhorias, percam o medo de perder o emprego e mantenham o consumo. E o empresariado restabeleça sua confiança voltando a contratar, o que vai diminuir o desemprego e trazer o crescimento”, ilustrou.

Para Meirelles, algumas ações pontuais como as modificações nos processos de alienação fiduciária levarão à “maior segurança e à queda do spread bancário” (diferença das taxas entre o que banco empresta o que paga a seus aplicadores).

O ministro exibiu ainda números mostrando crescimento no volume de vendas de alguns setores quando comparados os primeiros semestres de 2016 e 2017. Os números do Ministério da Fazenda apontam aumento de vendas nos segmentos de informática, com 18,6% de variação e veículos, com 11,7%. A indústria extrativa – uma das principais atividades em Minas Gerais – apontou um crescimento de 6%. Com agências.

(*)  O repórter viajou a convite do evento

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