Ronaldo vê Fifa traumatizada, entende protestos e descarta voto em Romário

Gazeta Press
29/05/2014 às 21:16.
Atualizado em 18/11/2021 às 02:47
 (Valter Campanato/Abr)

(Valter Campanato/Abr)

Integrante do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, o ex-jogador Ronaldo participou de uma sabatina, promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira (29). Sem titubear, o Fenômeno respondeu a todas questões que lhe foram propostas e discursou com firmeza sobre pontos delicados que envolvem o Mundial, como o superfaturamento de estádios e as manifestações.

"Os protestos são sempre válidos. O povo tem todo o direito de ir às ruas exigir fatores fundamentais para o bom convívio da sociedade. Porém, no momento que aparecem vândalos mascarados, a Polícia tem que agir. Acho que tem que baixar o cacete neles, tirá-los do protesto e prendê-los. A população está em um momento de exigir coisas em vários setores, mas parece que todo mundo acordou sem saber para onde ir", ressaltou.

Adiante, Ronaldo rechaçou a possibilidade de um terceiro Mundial sediado no Brasil, futuramente: "Na minha visão, a Fifa não vai querer fazer outra Copa aqui. Ela vai ficar traumatizada. Se houve corrupção nas obras, eu não sei. Caso seja provado os superfaturamentos, a culpa é dos órgãos competentes, que não realizaram o controle necessário. Assim, os responsáveis devem ser punidos", sintetizou.

Porém, quando questionado sobre a possibilidade do hexacampeonato, o Fenômeno mostrou-se esperançoso e traçou um paralelo rápido com o elenco que trouxe o último título mundial: "Temos mais chances de vencer o Mundial do que em 2002. Estamos muito bem e é uma oportunidade de ouro. Temos um plantel equilibrado. O Neymar é um garoto fantástico, uma grande esperança de gols, mas eu poderia ser mais novo e ter uns quilos a menos para ajudar em campo", completou bem-humorado.

Ainda houve tempo para o maior artilheiro da história das Copas relembrar o atrito envolvendo o atacante Romário, agora Deputado Federal, que disparou contra a estrutura do evento: "Não tenho nenhum comprometimento com ele. Espero que ele cumpra o papel como político assim como estou fazendo a minha parte. Porém, não votaria nele", finalizou enfaticamente.

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