
A Ford parece não ter ficado totalmente satisfeita com a nova geração do Mustang. O esportivo, que inclusive é vendido no Brasil com a versão GT Performance, ganhou uma nova versão: a GTD.
Trata-se de uma edição de rua para a versão de competição GT3. Um carro totalmente modificado, com bitolas alargadas, grandes saídas de ar laterais, aerofólio integrado à coluna C3, apêndices aerodinâmicos e tudo mais de acordo com os critérios de homologação para a categoria.
Mas a Ford ainda não estava satisfeita. Ela queria saber como seu supercarro, equipado com um V8 Supercharged (com compressor mecânico) 5.2 de 826 cv e 91,8 kgfm de torque se comportaria na pista. Mas não em qualquer pista, mais especificamente em Nordschleife, o Anel Norte de Nurburgring.
Também conhecido como Inferno Verde, a pista com mais de 20 km de extensão e 174 curvas é um dos circuitos mais desafiadores do mundo. Uma pista utilizada para testes, corridas e validações de produtos.
O Mustang GT foi desenvolvido para oferecer o melhor comportamento já visto em um carro norte-americano. E para isso estabeleceu uma meta: percorrer o Inferno Verde em menos de 7 minutos.
Trata-se de um número mágico. Poucos carros conseguiram vencer as famosas e traiçoeiras curvas de Nurburgring abaixo deste tempo.
Para a empreitada, a Ford escalou o piloto Dirk Muller. A volta foi completada em 6m57,6s, número 4,3 segundo mais rápido que o Dodge Viper ACR, por exemplo. Nenhum outro carro norte-americano foi tão rápido em Nordschleife.
Mas a Ford quer ir além. O próprio CEO da marca, Jim Farley, deixou claro que o Mustang GTD tem potencial para ser ainda mais rápido. Certamente ele se sentiu desafiado ao saber que entre os carros de produção com motores dianteiros, seu bólido não é o mais rápido.
O Mercedes-AMG GT Black Series ainda detém o recorde com tempo de 6m43,6s. Só faltou combinar com os alemães.