O prefeito Álvaro Damião (União Brasil) defendeu nesta sexta-feira (4) a implantação de faixas exclusivas para motos em Belo Horizonte. O gestor municipal reconheceu que algumas vias da capital têm limitações para receber os corredores, mas destacou que vai instalar a chamada “Faixa Azul” onde for possível.
“Muita gente questiona sobre o corredor de moto, fizeram em São Paulo e em outros lugares. Nós temos as nossas limitações dentro das vias de BH, não consigo fazer em alguns lugares. Onde eu conseguir fazer, eu vou fazer”, disse, em entrevista à TV Globo.
Damião defendeu ainda a regulamentação dos aplicativos de transporte. O prefeito destaca que não quer “proibir” o uso de motos e carros por aplicativo, mas sim regulamentar para aumentar a segurança dos passageiros e dos trabalhadores.
“Temos que regulamentar para que as pessoas entendam que não é simplesmente sentar na moto, que fica mais barato e voltar para casa. Às vezes, você não vai chegar em casa porque não está habilitado a ir na garupa da moto ou então o condutor não está preparado”, destacou.
‘Faixa Azul’ em BH
Conforme o Hoje em Dia mostrou, o corredor exclusivo para motos é uma das apostas da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para reorganizar o trânsito e garantir mais segurança a pilotos, motoristas e pedestres. A PBH já acionou a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para tratar do assunto.
No Brasil, as faixas exclusivas para motocicletas não estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A autorização provisória depende do aval da Senatran. Conforme a administração municipal, estudos para a viabilidade técnica da medida já estão em andamento, mas não há previsão para a divulgação dos resultados.
Segundo o consultor em transporte e trânsito, Osias Baptista, o mecanismo funciona bem na capital paulista, mas ainda é experimental. “Tem de se verificar as dimensões das avenidas em BH, para ver se cabe, e compatibilizar com os projetos de faixa exclusiva de ônibus. Possivelmente, na Via Expressa, Antônio Carlos, Pedro I e Andradas seja possível. Nas avenidas Cristiano Machado, Pedro II e Amazonas, dificilmente”, destacou.
Osias, que também é motociclista, afirma que a faixa azul pode ajudar a reduzir os índices de acidentes em BH, mas também depende dos cuidados tomados pelos pilotos. “Uma questão importante em BH é que praticamente não existe fiscalização de comportamento dos motociclistas, que se sentem à vontade para infringir todas as regras, o que causa grande parte dos acidentes”.
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